terça-feira, 13 de setembro de 2011
S E M J E I TO
Hoje a Lua parece o sol. A noite parece dia. o amargo, doce azia.
Que falta me fazia ter um dia de caracol..
Preciso tanto de chorar e não me cai uma lágrima.
Sinto-me inundado de sensações, afogado nessas àguas minhas que sorvo.
E tenho sono, mas não caio a dormir. Não me deito.
É o meu jeito.
Mas não me dá jeito, mata-me aos poucos.
Que vontade de viver,
que vontade de ter, de dar prazer.
Que vontade de explodir em milhares de sentimentos.
Profanados de mim.
Sou assim. É o meu jeito.
Estou tão cansado que só consigo continuar,
Estou tão triste, mas nem tanto.
Só consigo ser Feliz de vez em quando.
Que vontade de abraçar este luar.
neste momento. continuando.
E as ruas, os passeios e os cruzamentos. e as pontes.
E as construções e os aluimentos.
e as pedras da calçada que já não me dizem nada,
quando passas, quando passo.
A cada passo que não dou, passou.
E as mãos nos excrementos,
a perna no buraco e a pedra no sapato.
A sola lisa que desliza.
E os pés que tropeçam nos momentos,
e os sonhos e os sentimentos que esvaem em desacato.
Outra dose no meu prato,
que eu quero comer a minha vida.
Devorar a cada dia,
ao meu jeito. Com doce azia.
Foi-se a noite, chegou vazia.
e o amargo foi-se ao luar.
embrulho-me de magia e deito-me para acordar.
Vou-me deitar.
Sou assim, é o meu jeito.
Fechem a porta.
Fechem bem a porta, que eu quero entrar.
Miguel Coutinho
sábado, 26 de março de 2011
eM jeiTo DE
Ao invés de invejar o sucesso das pessoas, agradeço-Lhes por me mostrarem que é possível.
Feeding my hunger of
Ninguém sonha com o caminho para chegar lá. Sonhamos com o Lá. e fazemos o caminho se for para Lá que realmente queremos ir. E quando, pelo caminho e no caminho, temos a sorte de estar bem acompanhados, desfrutamos a fortuna sem nos preocuparmos demais no Lá chegar. Deixamos o Lá no lugar do sonho e vivemos o presente como se Lá estivessemos. e juntos havemos de chegar..Lá. e sonhar de olhos bem abertos.
Life.
Miguel Coutinho (07:53 do dia de acordar do 1º sonho e a um dia de voltar a sonhar)
Feeding my hunger of
Ninguém sonha com o caminho para chegar lá. Sonhamos com o Lá. e fazemos o caminho se for para Lá que realmente queremos ir. E quando, pelo caminho e no caminho, temos a sorte de estar bem acompanhados, desfrutamos a fortuna sem nos preocuparmos demais no Lá chegar. Deixamos o Lá no lugar do sonho e vivemos o presente como se Lá estivessemos. e juntos havemos de chegar..Lá. e sonhar de olhos bem abertos.
Life.
Miguel Coutinho (07:53 do dia de acordar do 1º sonho e a um dia de voltar a sonhar)
domingo, 23 de janeiro de 2011
FADO ...meu fado de chegar.
F A D O
…meu fado de chegar.
Não é do Fado da Amália que vos falo hoje.
Não é da sua Voz, enorme, de Fado.
É do Fado em nome de DESTINO.
Destino.
UM conceito em que EU não acredito.
Absolutamente.
Não acredito.
Nunca tive medo de chegar. Mas sempre muito pouca vontade de partir. De deixar o que tenho, até porque o que sempre tive, sempre foi. No mínimo dos míninmos.
BOM.
FADO.
De Aveiro fui para Viana Do Castelo, sem conhecer ninguém. Duas cidades geminadas, irmãs, e ninguém que nos unisse. As primeiras 3 pessoas com quem partilhei casa, a vida, são meus amigos, somos amigos hoje, que não nos vemos há anos, somos amigos hoje, como se ainda vivêssemos juntos. Depois deste tempo todo. Não é uma convicção, é um sentimento.
Em Viana fui para Orebro, Suécia. Ainda que acompanhado por um amigo, e com a força que isso nos dá, tudo era novo. Percebi como é possível gostar de alguém, em 3 ou 4 meses, ao ponto de os desejar AGORA, AQUI, ao pé de mim, 9 anos depois. Ao ponto de desejar hoje que todos os seus sonhos estejam em Forma, ao ponto de acreditar que em três meses…ou quatro…fiz Amigos.
Entretanto, numa surpresa nem pensada, 2 dias e decidi. Nem mais um. Não podia. E no meio de incertezas e fobias, fui para o meio do atlântico, mais uma vez para o desconhecido e apenas restringido a um amigo comum. Caí na casa dele(s) de pára-quedas. e UMA semana ou duas para encontrar refugio. Acontece que as 3 pessoas que me acolheram, me deram uma alegria. E VIVI com eles 8 meses de intensas alegrias…e muito trabalho, facilitado pelo regresso diário à sua companhia. A nós. …Grande Minhoto..
Volto a Aveiro. Minha terra. Minha família. Meus amigos de sempre, minha família. E..novos amigos. Intensos. Carinhosos. Talentosos e talentosos do carinho. Até me apaixonei. Lágrimas e sorrisos, e um novo mundo dentro da minha cidade. E os de sempre…Os de sempre, sempre. Não há volta a dar. Graças à LUA.
Finalmente chego a Lisboa. Sem nunca o ter pesado, sabia perfeitamente o seu peso na minha vontade. Nunca fui de ficar parado, apesar da preguiça, sempre fui de correr atrás. Mesmo que atrasado. Sinto-me em cliché. “estou no sitio em que sempre quis estar”. À procura de um sonho…não!! A SONHAR,
E passo ante passo, pé ante pé, dedo depois do dedo, sigo o meu caminho. E não há caminho solitário. Por muito só que esteja. A cada passo uma pessoa. Um conhecido. Um amigo. Uma amante. Um inspirador. Um louco.
Todos iguais a mim.
E conheço Gente interessante. E mais. E ainda mais. E…Mais ainda. Mais gente e mais interessante.
É este o meu fado?
É este o fado do qual não posso uma lágrima?
Sem dúvida. ´
Posso queixar-me de tudo e algo mais. Neste aspecto não. Nem pensar. Sempre fui, e sempre aqui é mesmo sempre, muito FELIZ na sorte das pessoas que fui encontrar. Em cada lugar. Em cada LUGAR! Em cada LUAR..
E na ultima lua cheia( de 19 para 20 ou 21), que acaba agora – não acaba nunca - de brilhar, iluminar, foi a minha verdadeira estreia e a prova mais recente do meu FADO. Do meu fado BOM. O meu fado de amar. O meu fado de me apaixonar. Repetidamente por quem estou a encontrar, Incondicionalmente por quem me faz bem. Por quem me faz viver. Sem sonhar sequer, sem sequer sonhar que o está a fazer.
Mas faz.
E eu só posso agradecer.
Ao meu fado.
Fado BOM.
Ao destino que NUNCA me traçarás.
Que eu o faço.
Ai se faço!
Ao meu destino que EU o traço.
Ai se traço!
Aos meus sonhos que os enlaço,
E embalo, no meu regaço.
Para nunca adormecer sem antes os alcançar.
E tento.
E vivo.
Nem que viva de tentar.
E abraço.
Abraço.
O meu Fado BOM.
FADO.
BOM.
FADO.
Esse Fado de que vos falo.
Esse meu Fado de chegar a ti.
A Vocês. A NÓS.
O meu.
Bom.
FADO.
Miguel Coutinho
(07:57) 23.o1.2011
…meu fado de chegar.
Não é do Fado da Amália que vos falo hoje.
Não é da sua Voz, enorme, de Fado.
É do Fado em nome de DESTINO.
Destino.
UM conceito em que EU não acredito.
Absolutamente.
Não acredito.
Nunca tive medo de chegar. Mas sempre muito pouca vontade de partir. De deixar o que tenho, até porque o que sempre tive, sempre foi. No mínimo dos míninmos.
BOM.
FADO.
De Aveiro fui para Viana Do Castelo, sem conhecer ninguém. Duas cidades geminadas, irmãs, e ninguém que nos unisse. As primeiras 3 pessoas com quem partilhei casa, a vida, são meus amigos, somos amigos hoje, que não nos vemos há anos, somos amigos hoje, como se ainda vivêssemos juntos. Depois deste tempo todo. Não é uma convicção, é um sentimento.
Em Viana fui para Orebro, Suécia. Ainda que acompanhado por um amigo, e com a força que isso nos dá, tudo era novo. Percebi como é possível gostar de alguém, em 3 ou 4 meses, ao ponto de os desejar AGORA, AQUI, ao pé de mim, 9 anos depois. Ao ponto de desejar hoje que todos os seus sonhos estejam em Forma, ao ponto de acreditar que em três meses…ou quatro…fiz Amigos.
Entretanto, numa surpresa nem pensada, 2 dias e decidi. Nem mais um. Não podia. E no meio de incertezas e fobias, fui para o meio do atlântico, mais uma vez para o desconhecido e apenas restringido a um amigo comum. Caí na casa dele(s) de pára-quedas. e UMA semana ou duas para encontrar refugio. Acontece que as 3 pessoas que me acolheram, me deram uma alegria. E VIVI com eles 8 meses de intensas alegrias…e muito trabalho, facilitado pelo regresso diário à sua companhia. A nós. …Grande Minhoto..
Volto a Aveiro. Minha terra. Minha família. Meus amigos de sempre, minha família. E..novos amigos. Intensos. Carinhosos. Talentosos e talentosos do carinho. Até me apaixonei. Lágrimas e sorrisos, e um novo mundo dentro da minha cidade. E os de sempre…Os de sempre, sempre. Não há volta a dar. Graças à LUA.
Finalmente chego a Lisboa. Sem nunca o ter pesado, sabia perfeitamente o seu peso na minha vontade. Nunca fui de ficar parado, apesar da preguiça, sempre fui de correr atrás. Mesmo que atrasado. Sinto-me em cliché. “estou no sitio em que sempre quis estar”. À procura de um sonho…não!! A SONHAR,
E passo ante passo, pé ante pé, dedo depois do dedo, sigo o meu caminho. E não há caminho solitário. Por muito só que esteja. A cada passo uma pessoa. Um conhecido. Um amigo. Uma amante. Um inspirador. Um louco.
Todos iguais a mim.
E conheço Gente interessante. E mais. E ainda mais. E…Mais ainda. Mais gente e mais interessante.
É este o meu fado?
É este o fado do qual não posso uma lágrima?
Sem dúvida. ´
Posso queixar-me de tudo e algo mais. Neste aspecto não. Nem pensar. Sempre fui, e sempre aqui é mesmo sempre, muito FELIZ na sorte das pessoas que fui encontrar. Em cada lugar. Em cada LUGAR! Em cada LUAR..
E na ultima lua cheia( de 19 para 20 ou 21), que acaba agora – não acaba nunca - de brilhar, iluminar, foi a minha verdadeira estreia e a prova mais recente do meu FADO. Do meu fado BOM. O meu fado de amar. O meu fado de me apaixonar. Repetidamente por quem estou a encontrar, Incondicionalmente por quem me faz bem. Por quem me faz viver. Sem sonhar sequer, sem sequer sonhar que o está a fazer.
Mas faz.
E eu só posso agradecer.
Ao meu fado.
Fado BOM.
Ao destino que NUNCA me traçarás.
Que eu o faço.
Ai se faço!
Ao meu destino que EU o traço.
Ai se traço!
Aos meus sonhos que os enlaço,
E embalo, no meu regaço.
Para nunca adormecer sem antes os alcançar.
E tento.
E vivo.
Nem que viva de tentar.
E abraço.
Abraço.
O meu Fado BOM.
FADO.
BOM.
FADO.
Esse Fado de que vos falo.
Esse meu Fado de chegar a ti.
A Vocês. A NÓS.
O meu.
Bom.
FADO.
Miguel Coutinho
(07:57) 23.o1.2011
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
SOU
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Também por ser o Teu Aniversário

JOÃO. Tem nome de rapaz, uma das Mulheres mais fascinantes que conheci. Tem a força que às vezes me falta. e tem a falta que às vezes me faz perder a força. Mas tem sobretudo uma enorme beleza. Que vem de dentro, e se estende até aos olhos de quem a consegue Ver. Impetuosa sim. De feitio vincado também. Mas do mau feitio que nos fala o vento, nem vê-lo; quando está Feliz tem um olhar de mar tranquilo. Não, não é azul, é..enorme, e é possível admira-lo horas a fio sem pestanejar.
MARIA gosta de Viver em sangue quente. Pouca gente consegue ser tão emocional e racional ao mesmo tempo. Tão Terrena ou Lunar no mesmo dia. Às vezes parecem ser defeitos, mas a Vida desmascara essa mentira. a quem VIVE de noite e de dia. ao mesmo tempo.
Neste dia, que há mais de um ano Solar, ou será Lunar?, passou a ser especial, para mim também, por Ti, quero que tudo o que é especial, e essencial para esse teu olhar FELIZ , de Lua e mar ao mesmo tempo, INUNDE OS TEUS DIAS. PONTO.
P A R A B É N S
Miguel Coutinho
(Planeta Lua, 13 de Julho 2010)
terça-feira, 1 de junho de 2010
Num outro dia qualquer

A viagem começa no Tejo. Não porque estou no rio, mas porque nele repouso o meu olhar. Atravesso-o vezes sem conta..sem contar com as vezes que fico a pairar.
Os cacilheiros no seu vai e vem, rasgam a paisagem com a doçura de um pincel, ao longe. Volto a mim. A mim não.
Aos que me rodeiam. aos que me contextualizam.
Não são muitos neste caso. Mas ganharam vida. Identidade. Sem nome, representam um esterótipo, todos representamos. Quanto mais não seja, pertencemos ao esterótipo dos que não pertencem a estereótipos. Redundante sim, mas conclusivo.
Deixo-me guiar pelo instinto, percorrendo quem, ou o que, me chama a atenção.
Acho que passei por cada um.
Num ápice as turbinas aquecem e o avião que me transporta descola. Estou noutro país, noutro qualquer tempo, noutro qualquer espaço. Estou no mesmo lugar. e uma criança pequena a sirigaitar também. e um bacano a tocar guitarra, um cigarro aceso a luz solar e um cão.. também. e Gente de várias nacionalidades, e gente de estratos sociais diferentes, de tacão, sem tacão, descalços, com calção, fato e até gravata também. e os que não têm ninguém também. E.. casais, grupos de amigos, meninas a comer gelados ou a beber cerveja, meninos que fumam charros. e eu também.. estava lá.
e idosos e famílias, trabalhadores e sem trabalho...também estavam lá. Pessoas de Aqui e de Acolá.
Uma tranquilidade de quem partilha sem se mostrar.
É por esta altura que te avisto. Na vontade de partilhar o momento, a viagem, o gozar daquela paisagem. o azul, o verde, o teu vermelho..o roxo, o amarelo. o singelo e o mosntruoso.
...Foges ao de leve.
Foi suave esta aterragem. A tua imagem desvanece-se agora no azul do rio...vai dar ao mar. E eu, em jeito de quem agradece, pergunto ao azul, agora, do céu, se um dia me vais encontrar. Não espero respostas.
Levanto-me e sigo o meu caminho. Leve, tranquilo, relaxado.
Quando esse dia chegar, se chegar em algum dia, não será, com certeza, num outro dia qualquer.
Miguel Coutinho
sexta-feira, 28 de maio de 2010
O Dedo Que Aponta para Saramago
..."Reticências, Reticênciaaaas!!" Exclamou...
e Reticencias nada.
Ponto Final era apaixonado por Vírgula, Virgula era apaixonada por Ponto Final; mas Ponto final tinha chegado há pouco tempo de Final da Frase.
Irmão gémeo de Ponto Final, conhecido pela sua rigidez, Ponto Final Parágrafo dava todo o seu apoio ao irmão para este casar com Virgula.
O problema era que Virgula, vendo no casamento um grande Ponto de Interrogação, reflete sobre Dois Pontos: 1- "será que me ia dar bem com o ponto de iterrogação?", 2- " Será que o Dois Pontos não é primo dos gémeos Ponto Final e Ponto Final Parágrafo?".
...algum tempo passou... e, de Reticências, nada!...
O grande Ponto de Interrogação tenta aproximar-se de Virgula, o que provoca grande confusão!
Os irmãos, Ponto Final e Ponto Final Parágrafo, ajudados pelo primo Dois pontos, gritam em uníssono: "Vamos a eeeleeeeeeeeeeee!".
Ponto Final Parágrafo escorrega e quase cai no chão. Ponto Final fica para trás para ajudar o irmão Ponto Final Parágrafo, mas vê Virgula cada vez mais próxima do grande Ponto de Interrogação e, largando a mão do seu irmão, segue Dois Pontos e dirigem-se para junto de virgula e Ponto de interrogação.
Tudo parece acabar em bem, Virgula e Ponto Final poem um ponto final na relação, mas vivem felizes para sempre.
Todos juntos, Virgula, Ponto Final, Ponto Final Paragrafo, Dois Pontos, Ponto de Interrogação; e ainda Ponto e Virgula e Ponto de exclamação, procuram por Reticências... Mas em vão...
"Reticências... Reticências..." ecoará para sempre nos habitantes de Ortogville...
Ponto Final.
Miguel Coutinho
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